domingo, 22 de agosto de 2010

Luiz Antonio Solda, de Itararé-SP







De Itararé-SP, Cidade Poema

Nome Completo: Luiz Antonio Solda, ou Professor Thimpor, ou Nora Drenalina.
Idade: menos de 60 e mais de 50
Profissão: Eu sou a pedra que carrego nas minhas costas.
Mensagem da Secretária Eletrônica: A vida é bela, só não vale chute na canela.
Comida que mais gosta: A vida passa assim: na metade já estamos no fim.
Comida que não gosta: qualquer uma com Conotação Situacional Semiológica.
Esporte: Rude Esporte Bretão.
Peça de teatro: Psicodrama Sacramental do Oprimido.
Autor: Professor Thimpor.
Diretor: Nora Drenalina.
Ator: Professor Thimpor.
Atriz: Nora Drenalina.
Mulher Inteligente: Qualquer uma que faça Uma Avaliação Secundária Individual.
Homem Inteligente: Aquele que tenha uma Realidade Abstrata e Subjetiva.
Motivo de orgulho: Eu, assim meio de lado, pareço um retrato-falado.
Motivo de arrependimentos: Aspirações Prioritárias Reais.
Animal doméstico: Ornitorrinco.
Animal Selvagem: Demi Moore.
Guru: Professor Thimpor.
Mito: Marlom Brando, dos magros.
Que artista gostaria que pintasse o seu retrato: Qualquer um com Resistência Hedonista Culposa.
Pior pergunta que já lhe fizeram: Esta.
Pior resposta que já deu: Todas.
Mulher elegante: Demi Moore.
Homem elegante: Professor Thimpor.
Homem bonito: O que tenha uma Crença Mágica no Sobrenatural.
Mulher bonita: Demi Moore.
Livro de cabeceira: Lista telefônica de Tóquio.
Ópera: De arame (farpado)
Símbolo sexual: A irmã da Demi Moore.
Superstição: Nunca sair de casa sem a foto de Demi Moore.
Livro: Lista de Endereços de Praga.
Filme: Tarzan e a natureza Cosmológica Monoteísta.
Inspiração: Demi Moore.
Um livro: William Blake, que enxergava o que muitos se negavam a ver: a pobreza, a injustiça social, a negatividade do poder da Igreja Anglicana e do estado. Qui! Qui!
Transpiração: Visigoda
Programa de TV: “O Homeostático Infernal”.
Qualidade: Feedback Supercorrigido.
Defeito: Cérebro Entrópico.
Fobia: Todas.
Tara: Demi Moore.
Vexame: Tirar bispo pra dançar.
Presente que gosta de dar: Parâmetros Biônicos.
Presente que gosta de receber: Listas Telefônicas.
Não pode faltar na sua geladeira: Motor.
Desenhar é: Correr o risco.
Um cartum: O Homem peidando na Lua.
Uma caricatura: Manoel Carlos Karam.
Curitiba: Uma ilha cercada de Jaime Lerner por todos os lados.
Psicanalista: Rogério Dias.
Melhor momento profissional: Antes, agora e depois.
Dica contra o tédio: Demi Moore.
Dica contra a solidão: Demi Moore.
Ponto Turístico: Gruta da Barreira (Itararé)
O que gostaria de fazer antes de morrer: Viver até o fim.
Como se acalma quando está tenso: Desligo a Repulsão Termo Magnética.
Mal do século: Fodido e mal pago.
Quem você levaria para uma ilha deserta: Demi Moore.
Quem deixaria lá: Rin-tin-tin.
Frase: O sonho acabou. Mas ainda tem cuque.
.

Solda

Poema ao "Jesus Casado" de Itararé, Cidade Poema

Poetinha Silas Com 8 Anos, no Grupo Escolar Tomé Teixeira


Poema Para o Jesus Casado de Itararé



“Itarareense não morre
Vira andorinha...”



-Jesus Casado!
-Jesus Casado!
E aí, credo-em-cruz
Era palavrão para todo lado

Lá vem o Jesus Casado
Vestido maleixo feito Burt Lancaster depois da maleita

Todo finório na sua peregrinação cerrindo barulhanças
Arvorando acontecências para todas as crianças

Nasceu no mato
Vaga na cidade
Ora tão pacato
Ora na vaidade

-Jesus Casado!
-Jesus Casado!
E era um baita tropé
De fuzarca pra todo lado

Passava na Tribuna
Palavrear com o João
Tudo luzeiro, pimpão
Vindo de parte alguma

Lá vai o Jesus Casado
De volta para o Cerrado
Atrás uma petizada
Atentando, dão risadas

-Jesus Casado!
-Jesus Casado!
É a “mãe na zona”
Dizia ele, espandongado

Alguns andorinhas rueiros davam gorjetas
Outros davam feijão, pirão, pão, capilé, café
E ele saía todo trancham, lépido e serelepe

Pelas ruas do encantário que era Itararé
Chispando ... viajoso... feito um buscapé

Caipora – Lazarento
Xingavam em maroteio
Criticá-lo era o meio
De ouvi-lo violento...

-Jesus Casado!
-Jesus Casado!
E ele de curto pavio
Mandava à “p... que o pariu!... “

Um dia Jesus Casado finou, foi-se embora
Depressinha viajou fora do combinado
Levou-o Deus para a Sua sombra sonora
Para uma Itararé Celeste do outro lado

A terra-mãe ficou mais triste desde então
Sem o Jesus Casado nas variações da voação...


-Jesus Casado!
-Jesus Casado!
Ficou na lembrança
A bela infância do meu rincão
Itararé, Meu Reino Encantado

-0-

Silas Correa Leite, Santa Itararé das Letras
Cem Anos do Grupo Escolar Tomé Teixeira

E-mail
poesilas@terra.com.br
Blogue premiado do UOL: www.portas-lapsos.zip.net

www.itarare.com.br


A Rua de Itararé, Texto de Pedro Almeida




A Rua (de Itararé)


Uma via de acesso que marca o espaço urbano de uma cidade.


Rua tem nome... Rua tem alma, porque ela conta histórias das pessoas da cidade que homenageiam seus cidadãos ilustres e as datas históricas que marcaram eventos.Os nomes das ruas são homenagens àqueles que de alguma forma contribuíram para o bem estar da cidade, do país.A rua marca a história, a saga de uma família, apesar do espaço ser o mesmo em que o cenário arquitetônico transmuta-se em outras paisagens no decorrer do tempo.Cada pessoa tem uma história familiar na rua onde moraram. Entre muitas ruas que marcaram a minha vida, rua 24 de outubro na cidade de Itararé, interior de S. Paulo, é a que mais me marcou.Por esses dia tive a oportunidade de caminhar por ela. Foi um momento impar na minha vida. Aproveitei curtir os momentos que a oportunidade me patrocinava na minha jornada nessa vida.Isso porque, no meu meio século de existência, fazia alguns anos que não voltava a minha cidade natal, e aproveitei para matar as saudades dos parentes próximos.Essa rua, particularmente, me traz recordações de um tempo que não volta mais, mas que consolidou minha personalidade, pelos eventos marcantes da minha vida que ali ocorreram.Eu lembro-me de quando chegávamos do interior do Norte do Paraná, depois de uma extensa viagem de Jeep com minha família.Itararé, quase divisa com o Paraná no interior de S. Paulo, a minha cidade Natal, era para mim a cidade grande; o moderno ali estava. O cinema da avenida S. Pedro, a Padaria do Marcondes da rua XV de novembro.Meu pai viajava com toda a família de Jeep por longas 10 horas pelas estradas poeirentas, que naquele tempo que não tinha asfalto nas estradas oficiais.A alegria de rever meus avós e meus tios, e primos era tanta que mal dormia naquela primeira noite de chegada. No dia seguinte, levantava-me bem de manhã para saborear um gostoso café com manteiga. O cheiro do café torrado, do pão feito em casa invadia as dependências da casa de minha avó.Logo após o café, eu ia para o jardim que ela cuidava com tanto carinho. O cheiro da tinta nas latas, o cal na bacia de barro, o perfume das flores, essa cena e os odores que dela provinham me situavam no lugar prazeroso de minha infância, a casa dos meus avós. Meu avô era pintor de paredes e, ao lado do jardim, ficava o depósito de latas de tinta e os pincéis que ele guardava para pintar as casas.Sentava-me no Hall de entrada da casa e ficava contemplando o céu.Após o café da manhã, eu ia para o Hall da entrada do casarão e, naquelas manhãs iluminadas, ficava absorto no cenário, um céu sem nuvens. Ficava ali com meus braços entre os joelhos, com as mãos sobre o queixo, contemplando os transeuntes e observandoA paisagem, enquanto aguardava meus primos para brincarmos de bicicleta, pega-pega esconde-esconde.O ritual da vaca amarela na hora do almoço, as brincadeiras no fim da tarde, a correria na praça à noite com todos os meus primos, que eram mais de treze, faziam a festa das minhas férias, tudo acontecia ali... Na Rua 24 de outubro.Por esses dias após muitos anos, tive a oportunidade de viajar para minha cidade natal e passei em frente da casa de minha avó. Ela não existe mais... No lugar do casarão, uma linda residência de alvenaria com portões eletrônicos, de acesso controlado. Mas, o fato de estar ali naquele local foi como se retroagisse no tempo.Assentei-me no meio fio, onde ficava o hall de entrada do casarão. Pousei meus cotovelos nos joelhos e coloquei as mãos no queixo, minha postura preferida no dia seguinte após a minha chegada na casa de meus avôs.Por um instante, fechei os meus olhos. Confesso que foram momentos devocionais, onde a imagem das cenas passadas me vinham a lembrança. Os meus pais e meu avôs, e a maioria dos meus tios já não se encontram mais em nosso meio. Apenas a memória daqueles tempos memoráveis, me trouxeram lindas recordações.Nesse universo macro de múltiplas cidades e avenidas iluminadas, existem ruas belíssimas nos grandes centros, mas especificamente essa que cito não se refere à beleza estética do espaço geográfico. Mas por mais paradoxal que seja, lá está o cenário mais belo. Estou falando de um pequeno espaço de dois quarteirões de uma ruazinha de uma cidadezinha do interior de S. Paulo, onde o que menos havia era beleza do contexto geográfico.Mais uma vez, lá estava eu na minha rua preferida, Rua 24 de outubro, assentado quase no mesmo local. Percebi que no intervalo de um paralelepípedo e outro, surgia uma flor minúscula que sobressaia-se entre as saliências das pedras. Sentado na esquina em que antes ficava situado a casa dos meus avôs, me emocionei ao contemplar as pedras de paralelepípedos quase que eternas naquele chão. Essas pedras são como couraças da rua. Novamente, estava ali na minha rua preferida.Era como se eu recebesse uma mensagem. Estava na rua mais linda da minha história.Estou falando da beleza dos momentos que ali passei. A rua da casa de minha avó materna me fez lembrar um tempo que desapareceu nos grandes centros. Um centro de convivência familiar onde havia sentido ser família.É a minha história, o início da formação de minha personalidade.A rua está lá, num espaço geográfico onde tudo aconteceu. Momentos lindos que marcaram minha infância e o início de minha adolescência.Percebi nos pequenos espaços que separavam as pedras uma das outras, uma tenra e minúscula flor vermelha que se sobressaia entre a graminha verde, que teimosa insistia a estar ali apesar dos pneus dos velozes veículos de nosso tempo. Eu ali... Sentado, quarenta anos mais tarde... E olhando aquela florzinha, é como se a rua me dissesse “a vida continua...”. Outras pessoas construíram a sua história e outras estão construindo na mesma rua, no mesmo espaço que foi palco de uma vida de uma numerosa família.A rua do picolé colorido, das pipas, da bolinha de gude, do triciclo. A Rua do Biju, do jornaleiro, a rua do leite e do pão fresquinho que o padeiro deixava na porta pela manhã.É impossível não se emocionar diante de um céu iluminado, diante de um cenário onde as cenas da minha infância se desenrolaram.Refleti nessas coisas sutis que a vida cria, e haveis de compreender então a razão por que os humildes limitam todo o seu mundo à rua onde moram, e por que certos tipos, os populares, só o são realmente em determinados quarteirões.Sem dúvida, o dia 30 de novembro de 2008 foi um dos dias mais felizes de minha vida. Foi um presente do acaso premeditado, pois fui parar na minha rua preferida para matar as saudades.Quantas coisas aconteceram ali. Vi os transeuntes, os moradores da rua... percebi dois garotos na calçada. A rua reiniciando a história na vida de outras pessoas.Parafraseando aqueles versinhos,“Se essa rua, se essa rua fosse minha,Eu mandava, eu mandava ladrilharCom pedrinhas, com pedrinhas de brilhantes”Para o meu coração alegre sempre estar.Agradeci a Deus, pela vida dos meus avós, dos meus pais. Levantei-me e continuei minha caminhada. A vida continua...


A rua continua... Na sua missão sagrada, testemunhando e capturando as almas das pessoas que por ali viverem.


Autor: Pedro Almeida

Coordenador Nacional Ministério de Casais da Igreja Quandrangular

Breve Bibliografia Lázara Aparecida Fogaça Bandoni, Antologia Assim Escrevem os Itarareenses




Lázara Aparecida Fogaça Bandoni

A Professora, Escritora e premiada Pesquisadora de Historia, Lázara Aparecida Fogaça Bandoni, nasceu em Itararé SP.

Formou-se em Pedagogia, tendo se aposentada como Diretora. É diretora do Centro do CPP-Professorado Paulista Regional de Itararé, e Governadora do Distrito Elista 23 - Elos Clube de Itararé, entidade cultural filiada ao Elos Internacional da Comunidade Lusíada.

Promoveu diversos concursos de poesias de renome em Itararé, além de concursos de redações nas escolas da região, cujo sucesso permitiu a publicação dos livros: “Antologia Poética de Itararé” (1998) e “Defesa e Proteção da Amazônia”. (2008).

Teve seu trabalho, “Itararé na História”, premiado no II concurso “História do Meu Município”, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura - São Paulo, e editado em livro.

Faz em Itararé, oficinas de criação de poesias para jovens membros da comunidade discente. Promotora Cultural de renome, a Professora Lázara Aparecida Fogaça Bandoni escreve regularmente sua coluna no semanário Jornal Tribuna de Itararé, ali promovendo a cultura lítero-cultural da cidade, sendo a mais importante e ativa personalidade a bancar regulares eventos importantes que valoram a arte e a cultura de Itararé.

Currículo Maria Aparecida S. Coquemala, Antologia Assim Escrevem os Itarareenses




Maria Apparecida S. Coquemala

É professora de Língua e Literatura Portuguesa, especializada em Lingüística, e Pedagoga, formada pela PUC-Campinas, SP.

Como professora e diretora, trabalhou em escolas públicas e particulares. Autora de poemas, crônicas e contos premiados no Brasil e no exterior. Atualmente, é colunista de O Guarani, jornal de Itararé, cidade onde reside e dedica-se ao magistério particular e ao envolvimento com artes em geral.

Publicou “Naná e o Beija-Flor” (infanto-juvenil), “Círculo Vicioso”, “O Último Desejo” e “Além dos Sentidos” (crônicas e contos). Como co-autora, está presente em mais de 90 antologias. Entre as premiações conquistadas, destacam-se as:

-Universidade Federal Fluminense – UFF – RJ; Universidade Federal de Pelotas RS; Universidade Piaget de Portugal; Universidade Católica - PUC Pelotas RS; Universidade do Vale do Paraíba-UNIVAP
- Faculdade de Ciências e Letras de Taquara – FACAT-RS
- Rotary Clube Internacional- Faro - Portugal
- Academia Il Convívio – Sicília Itália.
- Livraria Adeptus - Cuiabá – MT
- Editora Paka-Tatu - Belém –PA e Editora Guemanisse Teresópolis RJ
- Secretaria de Cultura de Porto Alegre e Secret. de Cultura de Recife PE
- Secretaria de Cultura de Guarulhos e Secret. De cultura de Suzano SP
- Poebras- Goiânia GO e Poebras Salvador BA
- SESC - Uberlância MG
- Correio Brasiliense – Brasília DF
- Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias – Rio RJ
- Academia Catarinense de Letras - ACLA - Florianópolis SC
- União Brasileira de Escritores UBE Rio e Academia Barretense SP
- Academia Pontagrossense de Letras-APLA PR
- XIV FESERP- Aparecida PB e Academia Alace-Fortaleza- Ceará

Maria Apparecida S. Coquemala é a mais importante escritora a atuar em Itararé, promovendo oficinas com acadêmicos para estudos de teses de conclusões de cursos, extensões, especializações e mesmo mestrados.

Homenagem à Vó Beó de Itararé, Cidade Poema







sábado, 21 de agosto de 2010

Poema à Vó Beó de Itararé - Silas Correa Leite




GALERIA NOBRE
HOMENAGEM ESPECIAL

“VÓ BEÓ – IN MEMORIAM”

Um dia meu pai me oiô
E disse: Mo Fio eu vô
Tardiscá na Vó Beó.
De certo num entendi,
Pois eu era um guri
Piazote tentando a mó

Meu pai garrô a sala
Pegô chapéu e bengala
E um baita guarda-pó
Subiu a Djalma Dutra –
Que inteira cheirava fruta
E rameira com cipó,

E entrô num sobradinho
Pisano devagarzinho
Carinhoso inté dá dó.
Estranhô a gentarada
Suspirano na entrada
E oiano, eu penso só:

O meu paizinho cismô
Bem de mansinho entrô
E no peito fez-se o nó:
A Vó Beó – sua tia
Quietinha morta jazia
Entre flôres das mió.
.. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. ..

E quando eu lumbriguento
Descarço e baruinhento
Vinha vortando do Tomé,
Vi meu pai desceno e aí
Chorando meu véio eu vi
Mar se inteirano em pé.

Quando ele me viu curioso
Me abraçô – tão gostoso
Quar um naco de café,
Me acariciô de mansinho
E disse: óia, fiinho,
A tua vó, disse, inté...

Andemo a rua peirenta
Com a garganta sedenta
E o peito quase sem fé
Cortemo pelo pé de mamona
Entremo, e ele na sanfona
Suspirano ensaio um sol-ré. . .
E uma toada bem antiga
Daquela que a gente briga
Prá nunca acabá, na Sé
Foi tirano de fininho
E eu vi nos seus zóinho
Um brilho que era, e é

Um carinho triste, e tanto
Que agora já moço eu canto
Prá terra do leite e do mé.
Pois a vó Beó será querida
Prá todo sempre da vida
E por onde Deus quisé.

E eu (pobre) que nunca a vi
Nem tampouco a conheci
Prá dizer tudo o que é,
Só meu pai contava história
Na endoença da memória
Rebocano a chaminé.

E se era assim querida,
Hoje os dois deixaro a vida
Foram tê com São Garié,
E eu tomano chimarrão
Fico nessa judiação
Quar lua no igarapé

.. .. .. .. .. .. .. .. .. ..

E à meu pai e à Vó Beó
- Num cantinho onde estivé
Rogo por favô, um toró
Prá que eu assim, cotó
Vá com eles, entre os sapé
E lave minha fronte de Jó
Que só fica sofrendo qué
Chorando saudades da Vó
Da lembrada Nhá Beó
E do Nonô de Itararé

Poeta Silas C, Leite
Poesia extraída do “Auto do Itarareense”