terça-feira, 19 de julho de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Poema Para Thiago Frederico - EM NOME DO FILHO

EM NOME DO FILHO
“Às vezes o importante não é encontrar
o nosso “Eu” interior, mas acordar o
nosso “Nós” coletivo...”
Outro Poema Para o Meu Filho
Thiago Frederico Alvim Correa Leite
Ah meu filho THIAGO FREDERICO, terás que me perdoar!
Não te carreguei no colo, nem troquei tuas fraldas
Sequer corri atrás de tua febre auroral, ou te ensinei minhas malucas canções tristes de trilhas desumanas
Sequer brinquei de bolinha de gude ou pipa contigo
Nem contei histórias para que dormisses em paz
Porque a vida me levou de ti e eu fiquei órfão de filho...
Na noite escura de minha alma, eu pobrinho também sofri
Lutei muito para conseguir um lugar ao sol sem sol
E quando a vida nos apartou; eu fiquei à margem do caminho...
E a vida também te magoou tanto, te cobrou demais, e agora me apareces assim
Como uma luz de emergência no meu coração partido; o bendito filho...
O que fizeram de ti? O que fizemos de nós? As ruas da amargura...
E a culpa dos pais; que não soubemos de cuidar, e agora ouço
Meu coração amargurado tentando reconstruir esses caminhos, porque o encontro
Teve uma asaluz que pela mão de Deus intermediou esse retorno
Para um pai saudoso, doente e ainda mais triste; que não sabe o que fazer de abraços perdidos, dos cálices de ausências
Porque em nome do Filho de Deus retornas e temos
Que resgatar essas lágrimas, essas feridas, entre abraços e a consagração do amor como o melhor milagre, o melhor remédio...
Passei a vida inteirinha escrevendo poemas-filhos
Lidando com alunos-filhos; sobrinhos filhos... E nos poemas
Divaguei sonhos, cantagonias, errações; plantei canteiros, e agora me apareces
E sei que posso te tocar, te dar o afeto que se encerra no meu peito
E seguiremos sabendo que podemos contar um com o outro
Até finalmente um dia eu ser recolhido como sucata para ser reciclado e então me continuarás
E dirão que terás a minha cara, a minha coragem, o meu instinto de sobrevivência
E o meu senso agudo de clamar por justiça ainda que tardia
Como elos da mesma corrente que finalmente se encontram, se ligam e no amor e na dor terão que se sustentar um no outro
O abraço que não te dei: o amparo impossível pelos descaminhos do longe, muito longe
E agora te encontro e agora terei que tardiamente aprender a ser pai; terás que me ensinar, meu filho
A tirar as amarras de tuas tristezas, caminhar contigo, correr da chuva... brincar com meus velhos carrinhos quebrados
E com meus dinossauros que, como eu, decoram estantes vazias
Porque és meu filho, porque sou teu pai, e, Em Nome do Filho teremos que prosseguir juntos
Nas alegrias e nas tristezas, nas perdas e nos danos; duas almas tristes tentando barulhanças e contentezas
Porque a vitória com lágrimas é santificada na convivência de aprendermos um com o outro
Como ser e como não ser, para sermos pais e filhos
Ao lado de minha Musa Rosangela que também te acolhe e te abençoa com ternura maternal...
Ah Thiago Frederico; meu filho com nome de santo como diz a velha balada
Como eu queria que não fosse assim; eu seria um pai cobrador, chato, queria que estudasses, trabalhasses, que fizesses o melhor
(Os Corrêas tem essa luz e cruz: sobrevivem... e Vencem...)
E caminharíamos cada um pela mão do outro
Como temos ainda que tentar fazer agora; recuperar o tempo perdido...
Nunca é tarde demais – podemos reconstruir essa estadia unidos
Porque carregas minha alma nau; e minha vida fecha um ciclo, em ti e em teu nome se completa agora
E teremos que conviver em paz com isso... conviver ... conviver...
Pai e filho salpicados de lágrimas juntos novamente
Assim na terra como no céu
E seremos pais e filhos desaprendidos de serem pais e filhos
Que se completarão um no outro... que aprenderão um com o outro
E junto construiremos uma estrada de tijolos amarelos muito além de Itararé, muito além de nós mesmos
E nos fortaleceremos um no outro
A lágrima e a luz formando aquilo que teremos juntos e para sempre:
Um Lar!
-Você terá um lugar para chamar de seu
E eu finalmente terei de volta o sangue do meu sangue
(Entre suor e lágrimas) para chamar de
MEU FILHO...
-0-
Silas Correa Leite
E-mail: poesilas@terra.com.br
Blogue: www.portas-lapsos.zip.net
“Às vezes o importante não é encontrar
o nosso “Eu” interior, mas acordar o
nosso “Nós” coletivo...”
Outro Poema Para o Meu Filho
Thiago Frederico Alvim Correa Leite
Ah meu filho THIAGO FREDERICO, terás que me perdoar!
Não te carreguei no colo, nem troquei tuas fraldas
Sequer corri atrás de tua febre auroral, ou te ensinei minhas malucas canções tristes de trilhas desumanas
Sequer brinquei de bolinha de gude ou pipa contigo
Nem contei histórias para que dormisses em paz
Porque a vida me levou de ti e eu fiquei órfão de filho...
Na noite escura de minha alma, eu pobrinho também sofri
Lutei muito para conseguir um lugar ao sol sem sol
E quando a vida nos apartou; eu fiquei à margem do caminho...
E a vida também te magoou tanto, te cobrou demais, e agora me apareces assim
Como uma luz de emergência no meu coração partido; o bendito filho...
O que fizeram de ti? O que fizemos de nós? As ruas da amargura...
E a culpa dos pais; que não soubemos de cuidar, e agora ouço
Meu coração amargurado tentando reconstruir esses caminhos, porque o encontro
Teve uma asaluz que pela mão de Deus intermediou esse retorno
Para um pai saudoso, doente e ainda mais triste; que não sabe o que fazer de abraços perdidos, dos cálices de ausências
Porque em nome do Filho de Deus retornas e temos
Que resgatar essas lágrimas, essas feridas, entre abraços e a consagração do amor como o melhor milagre, o melhor remédio...
Passei a vida inteirinha escrevendo poemas-filhos
Lidando com alunos-filhos; sobrinhos filhos... E nos poemas
Divaguei sonhos, cantagonias, errações; plantei canteiros, e agora me apareces
E sei que posso te tocar, te dar o afeto que se encerra no meu peito
E seguiremos sabendo que podemos contar um com o outro
Até finalmente um dia eu ser recolhido como sucata para ser reciclado e então me continuarás
E dirão que terás a minha cara, a minha coragem, o meu instinto de sobrevivência
E o meu senso agudo de clamar por justiça ainda que tardia
Como elos da mesma corrente que finalmente se encontram, se ligam e no amor e na dor terão que se sustentar um no outro
O abraço que não te dei: o amparo impossível pelos descaminhos do longe, muito longe
E agora te encontro e agora terei que tardiamente aprender a ser pai; terás que me ensinar, meu filho
A tirar as amarras de tuas tristezas, caminhar contigo, correr da chuva... brincar com meus velhos carrinhos quebrados
E com meus dinossauros que, como eu, decoram estantes vazias
Porque és meu filho, porque sou teu pai, e, Em Nome do Filho teremos que prosseguir juntos
Nas alegrias e nas tristezas, nas perdas e nos danos; duas almas tristes tentando barulhanças e contentezas
Porque a vitória com lágrimas é santificada na convivência de aprendermos um com o outro
Como ser e como não ser, para sermos pais e filhos
Ao lado de minha Musa Rosangela que também te acolhe e te abençoa com ternura maternal...
Ah Thiago Frederico; meu filho com nome de santo como diz a velha balada
Como eu queria que não fosse assim; eu seria um pai cobrador, chato, queria que estudasses, trabalhasses, que fizesses o melhor
(Os Corrêas tem essa luz e cruz: sobrevivem... e Vencem...)
E caminharíamos cada um pela mão do outro
Como temos ainda que tentar fazer agora; recuperar o tempo perdido...
Nunca é tarde demais – podemos reconstruir essa estadia unidos
Porque carregas minha alma nau; e minha vida fecha um ciclo, em ti e em teu nome se completa agora
E teremos que conviver em paz com isso... conviver ... conviver...
Pai e filho salpicados de lágrimas juntos novamente
Assim na terra como no céu
E seremos pais e filhos desaprendidos de serem pais e filhos
Que se completarão um no outro... que aprenderão um com o outro
E junto construiremos uma estrada de tijolos amarelos muito além de Itararé, muito além de nós mesmos
E nos fortaleceremos um no outro
A lágrima e a luz formando aquilo que teremos juntos e para sempre:
Um Lar!
-Você terá um lugar para chamar de seu
E eu finalmente terei de volta o sangue do meu sangue
(Entre suor e lágrimas) para chamar de
MEU FILHO...
-0-
Silas Correa Leite
E-mail: poesilas@terra.com.br
Blogue: www.portas-lapsos.zip.net
quarta-feira, 6 de abril de 2011
"Bagué" - Alberto Bandoni Neto de Itararé
ARTISTA BAGUÉ Artista de Itararé, Chão de Estrelas, Santa Itararé das Artes MicroBiografia Artística: Alberto Bandoni Neto a.k.a. Bbandone, Compositor polivalente, performer multicultural pluralista e cineasta paulista, nascido em 1960 em Itararé, São Paulo. Radicado na capital paulista, onde teve uma formação eclética dentro de artes integradas: música popular e lírica, teatro, literatura e cinema.
Fez parte do quadro técnico funcional de artes cênicas do Centro Cultural São Paulo entre 1991 até 1997, ao mesmo tempo participou do Teatro do Ornitorrinco durante duas temporadas de “Sonho de uma noite de verão” e a primeira de “Comédia dos Erros”.
Teve atuação relevante como locutor e produtor do programa RADIOATIVIDADE na RadioUSP de 1987 a 1989, antes disso produziu e integrou algumas bandas no início da renovação do rock brasileiro dos anos 80, e, na mesma época fez parte do elenco da montagem especial da ópera “O Guarani” de Carlos Gomes, na reinauguração do Teatro da Paz em Belém do Pará.
A partir de 2000, além da atividade cinematográfica, também participa de várias ações colaborativas na internet, na criação de conteúdo, arte digital e desenvolvimento integral de websites. Contatos:
Email: bbandone@isitizi.net Web Site: http://www.aka.pro.br
domingo, 13 de março de 2011
CINZAS - DEPOIS DO CARNAVAL, Poema de Silas Correa Leite

CINZAS
DEPOIS DO CARNAVAL
-Depois do Carnaval
Nós nos sentimos tão de ressaca
Estropiados – talvez, sem máscara
No retorno à nossa vidinha merreca demais
De tentar parecer que somos “normais”
-Depois do Carnaval
Sem cerveja, fantasia, forfé
Já longe do Encantário, Itararé
A rotina do estudo e trabalho cotidiano
A esperar pelo Carnaval do próximo ano
-Depois do Carnaval
Com o Mestre Jorge Chuéri no Fronteira
Para a Festa de Momo nos divertir
Entre os Blocos Aliados da Cerveja, ou Shakesbeer
Porque além das Cinzas, precisamos prosseguir
-Depois do Carnaval
Samparaguai de novo engarrafada
Longe de Itararé, dura jornada
Jornada das Estrelas só mesmo em Itararé
Na boêmia, na seresta, no Carnaval, no tropé...
-Depois do Carnaval
Tirar a camisa do Bloco do Poetinha
Tão distante de nossa bela “Itararezinha”
E toma trabalhar... trabalhar... trabalhar
Longe de Itararé a vida é quase um não-lugar
-Depois do Carnaval
É sonhar com o Carnaval vindouro
Com a labuta nos arrancando o couro
Mas sabendo que o porvir será sempre, e é
Férias... Feriados... e Carnaval, em Itararé!
-0-
Silas Correa Leite, Santa Itararé das Letras
www.artistasdeitarare.blogspot.com/
DEPOIS DO CARNAVAL
-Depois do Carnaval
Nós nos sentimos tão de ressaca
Estropiados – talvez, sem máscara
No retorno à nossa vidinha merreca demais
De tentar parecer que somos “normais”
-Depois do Carnaval
Sem cerveja, fantasia, forfé
Já longe do Encantário, Itararé
A rotina do estudo e trabalho cotidiano
A esperar pelo Carnaval do próximo ano
-Depois do Carnaval
Com o Mestre Jorge Chuéri no Fronteira
Para a Festa de Momo nos divertir
Entre os Blocos Aliados da Cerveja, ou Shakesbeer
Porque além das Cinzas, precisamos prosseguir
-Depois do Carnaval
Samparaguai de novo engarrafada
Longe de Itararé, dura jornada
Jornada das Estrelas só mesmo em Itararé
Na boêmia, na seresta, no Carnaval, no tropé...
-Depois do Carnaval
Tirar a camisa do Bloco do Poetinha
Tão distante de nossa bela “Itararezinha”
E toma trabalhar... trabalhar... trabalhar
Longe de Itararé a vida é quase um não-lugar
-Depois do Carnaval
É sonhar com o Carnaval vindouro
Com a labuta nos arrancando o couro
Mas sabendo que o porvir será sempre, e é
Férias... Feriados... e Carnaval, em Itararé!
-0-
Silas Correa Leite, Santa Itararé das Letras
www.artistasdeitarare.blogspot.com/
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Poema Para o Maé da Pêdra - Primeiro de Abril em Itararé

PRIMEIRO DE ABRIL
In Memoriam do Maé da Pêdra
Primeiro de Abril em Itararé corria boatos.
Maé da Pêdra no Bar do Fecha Nunca
Deixava escapar em soluços:
-Morreu Tostão!
-Como foi? E a Copa do México?
-Acidente da Anchieta. Mulher e filhos.
Ás vezes para variar “matava” Noite Ilustrado, o Velho Lua
JK, Cauby Peixoto, e, às vezes, incorrigível.
Matava um conterrâneo famoso.
Era chegar Primeiro de Abril em Itararé nos idos de antigamente
E o Maé da Pêdra descia a Rua 13 de Maio
Chorando copiosamente feito um traste, um coió caipora
Como a “morte” do Vereador 2001 no lanço ranhento.
Cresci, fiquei brabo, calei a boca.
Fiz estágios (estragos) no purgatório dos incautos
Até que bendito dia de catar coquinhos
Alembrei-me do Maé da Pêdra
E perguntei para um amigo recém-inaugurado:
-Tem visto o Maé da Pêdra?
E o homem polaco de nome meio estrambólico
Caçou memórias virando o ford de melancias
Cismou com o rabo do zóio, estalou os dedos
E derramou; eternos segundos silenciosamente após:
-Maé de Pêdra morreu.
Quis brigar, quis xingar, quis chamar a “puliça”
(Na hora agá a gente chega ao extremo)
Mas depois, como uma pálida pipa creme desgovernada
Fiquei de cócoras e, coçando uma oxiurose imaginária menti pra mim mesmo:
-Primeiro de Abril!
-0-
Silas Correa Leite (Poema de 1978)
Santa Itararé das Artes, Cidade Poema – www.itarare.com.br
Blogue premiado do UOL: www.portas-lapsos.zip.net
E-mail: poesials@terra.com.br
Poema da Série Memórias da Estância boêmia de Itararé
In Memoriam do Maé da Pêdra
Primeiro de Abril em Itararé corria boatos.
Maé da Pêdra no Bar do Fecha Nunca
Deixava escapar em soluços:
-Morreu Tostão!
-Como foi? E a Copa do México?
-Acidente da Anchieta. Mulher e filhos.
Ás vezes para variar “matava” Noite Ilustrado, o Velho Lua
JK, Cauby Peixoto, e, às vezes, incorrigível.
Matava um conterrâneo famoso.
Era chegar Primeiro de Abril em Itararé nos idos de antigamente
E o Maé da Pêdra descia a Rua 13 de Maio
Chorando copiosamente feito um traste, um coió caipora
Como a “morte” do Vereador 2001 no lanço ranhento.
Cresci, fiquei brabo, calei a boca.
Fiz estágios (estragos) no purgatório dos incautos
Até que bendito dia de catar coquinhos
Alembrei-me do Maé da Pêdra
E perguntei para um amigo recém-inaugurado:
-Tem visto o Maé da Pêdra?
E o homem polaco de nome meio estrambólico
Caçou memórias virando o ford de melancias
Cismou com o rabo do zóio, estalou os dedos
E derramou; eternos segundos silenciosamente após:
-Maé de Pêdra morreu.
Quis brigar, quis xingar, quis chamar a “puliça”
(Na hora agá a gente chega ao extremo)
Mas depois, como uma pálida pipa creme desgovernada
Fiquei de cócoras e, coçando uma oxiurose imaginária menti pra mim mesmo:
-Primeiro de Abril!
-0-
Silas Correa Leite (Poema de 1978)
Santa Itararé das Artes, Cidade Poema – www.itarare.com.br
Blogue premiado do UOL: www.portas-lapsos.zip.net
E-mail: poesials@terra.com.br
Poema da Série Memórias da Estância boêmia de Itararé
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