quarta-feira, 16 de junho de 2010

Estatuto de Poeta em Russo e em Português, de Silas Correa Leite, Tradução Oleg Almeida






Estatuto de Poeta em Português e Russo

ESTATUTO DE POETA

Primeiro Rascunho Para um Esboço de Projeto Amplo, Total e Irrestrito

Silas Corrêa Leite
Artigo Um

Todo Poeta tem direito de ser feliz para sempre, mesmo além do para sempre ou quando eventualmente o “para sempre” tenha algum fim.
Artigo Dois
Todo Poeta poderá dividir sua loucura, paixão e sensibilidade com mil amores, pois a todos amará com o mesmo prelúdio nos olhos, algumas asas nas algibeiras e muitas cítaras encantadas na alma, ainda assim, sem lenço e sem documento.
Parágrafo Único
Nenhum Poeta poderá ser traído, a não ser para que a ex-Musa seja infeliz para todo o resto dos dias que lhe caibam na tábua de carne desse Planeta Água.
Artigo Três
Nenhum Poeta padecerá de fome, de tristeza ou de solidão, até porque a tristeza é a identidade do Poeta, a solidão a sua Pátria, sendo que, a fome pode muito bem ser substituída por rifle ou cianureto. E depois, um poeta não precisa de solidão para ser sozinho. É sozinho de si mesmo, pela própria natureza, com seus encantários, mundo-sombra e baladas de incêndio.
Artigo Quatro
A Mãe do Poeta será o magno santuário terreal de seus dias de lutas e sonhos contra moinhos e erranças de gracezas e iluminuras.
Filho de Poeta será como caule ao vento, cálice de liturgia, enchente em rio: deverá adaptar-se ao Pai chamado de louco por falta de lucidez de comuns mortais ou velado elogio em inveja espúria.
Artigo Quinto
Nenhum Poeta será maior que seu país, mas nenhuma fronteira ou divisa haverá para o Poeta, pois sua bandeira será a justiça social, pão, vinho, maná, leite e mel, além de pétalas e salmos aos que passaram em brancas nuvens pela vida. E depois, uns são, uns não, uns vão, uns hão, uns grão, uns drão – e ainda existem outros.
Artigo Sexto
A todo Poeta será dado pão, cerveja, amante e paixão impossível, o que naturalmente o sustentará mental e fisiológicamente em tempos tenebrosos ou de vacas magras, de muito ouro e pouco pão.
Artigo Sétimo
Nenhum Poeta será preso, pois sempre existirá, se defenderá e escreverá em legítima defesa da honra da Legião Estrangeira do Abandono, à qual sabe pertencer, com seu butim de acontecências, ou seu não-lugar de, criando, ser, estar, permanecer, feito uma letargia, um onirismo.
Artigo Oitavo
A infinital solidão do espaço sempre atrairá os Poetas.

Artigo Nono

Caso o Poeta viaje fora do combinado, tome licor de ausência ou vá morar no sol, nunca será pranteado o suficiente, nem lhe colocarão tulipas de néon, dálias aurorais, estrelícias de leite ou dente-de-leão sob o corpo que combateu o bom combate. Será servido às carpideiras, amigos, parentes, anjonautas e guardiões, vinho de boa safra por atacado, mais bolinhos de arroz, pão de minuto e cuque de fubá salgado.
Artigo Décimo

Poeta não precisará mais do que o radar de seus olhos, as suas mãos de artesão sensorial no traquejo do cinzel interior, criativo, sua aura abençoada e seu halo com tintas de luz para despojar polimentos íntimos em verso e prosa, como pertencimentos, questionários e renúncias.

Artigo Décimo-Primeiro

Poeta poderá andar vestido como quiser, lutar contra as misérias e mentiras do cotidiano (riquezas impunes, lucros injustos), sempre buscando pela paz social, ou ainda mamando na utopia de uma justiça plural-comunitária. Quem gosta de revolução de boteco é janota boçal metido a erudição alcoólica e pseudo-intelectual seboso e burguês. Poeta gosta mesmo de humanismo de resultados. De pegar no breu. A luta continua!
Artigo Décimo-Segundo

Poeta pode ser Professor, Torneiro-Mecânico, Operário, Jardineiro, Fabricante de Bonecas, Vigia-Noturno, Engolidor de Fogo, Entregador de Raposas, Dono de Bar ou Encantador de Freiras Indecisas. Poeta só não poderá ser passional, insensível, frio ou interesseiro. Ao poeta cabe apenas o favo de Criar. O poeta escreve torto por linhas tortas (um gauche), poesilhas (poesia rueira e descalça) e ficção-angústia. Escreve (despoja-se) para não ficar louco...para livrar do que sente. O Poeta, afinal, é um “Sentidor”

Artigo Décimo-Terceiro

Se algum Poeta for acusado levianamente de alguma eventual infração ou crime, a dúvida o livrará. E se o Poeta dizer-se inocente isso superará palavras acima de todos e sua fala será sentença e lei. A ótica do Poeta está acima de qualquer suspeita, e ele sempre é de per-si mesmo o local do crime da viagem de existir. Mas pode colaborar com as autoridades, cometendo um crime perfeito. Afinal, só os imbecis são felizes.
Parágrafo Único

Poeta não erra. Refaz percursos. Poeta não mente. Inventa o inexistente, traduz o impossível, delata o devir. Poeta não morre. Estréia no céu.

Artigo Décimo-Quarto

Aos Poetas serão abertas todas as portas, até as invisíveis aos olhos vesgos e comuns dos mortais anônimos, serão abertos todos os olhos, todas as almas, todos os caminhos, todas as chamas, todos os cântaros de lágrimas e desejos, todos os segredos dessa dimensão ou fora dela, num desespelho de matizes.


Artigo Décimo-Quinto

A primeira flor da primeira aurora de cada dia novo, será declarada de propriedade do Poeta da rua, do bairro, do país ou de qualquer próximo Poeta a confeitar como louco, como ermitão ou pioneiro, de vanguarda. Em caso de naufrágio ou incêndio, poetas e grávidas primeiro

Artigo Décimo-Sexto
Não existe Poeta moderno, clássico, quadrado, matemático como pelotão de isolamento, ou só aleijado por dentro, pois as flores e os rios não nascem nunca iguais aos outros, sósias, nem os poemas são tijolos formais. Nenhum Poeta poderá produzir só por estética, rima ou lucro fóssil. Poesia não é para ser vendida, mas para ser dada de graça. Um troco, um soneto, uma gorjeta, um haikai, um fiado pago, uns versos brancos, um salário do pecado, um mantra-banzo-blues. E todo alumbramento é uma meia viagem pra Pasárgada.

Poeta é tudo a mesma coisa, com maior ou menor grau de sofrimento e lições de sabedoria dessas sofrências, portanto, com carga maior ou menor de visão, lucidez, sensoriedade canalizada entre o emocional e o racional, de acordo com a sua bagagem, seu vivenciar, seu prisma existencialista de bon vivant. Poeta há entre os que pensam e os que pensam que pensam. Entre os que são e os que pensam que são. A todos é dado a estrada de tijolos amarelos para a empreita de uma caminhada que o madurará paulatinamente. Ou não. Todo poeta é aprendiz de si mesmo, em busca de uma pegada íntima, e escreve para oxigenar a alma. Afinal, são todos sementes, e sabem que precisam ser flores e frutos, para recriarem, para sempre, a eterna primavera.

Todo aquele que se disser Poeta, assim o será, ou assim haverá de ser

Parágrafo Um

O verdadeiro Poeta não acredita em Arte que não seja Libertação. Saravá, Manuel Bandeira!

Parágrafo Dois

Poeta bebe porque é líquido. Se fosse sólido comia.

Parágrafo Três

Poeta é como a cana. Mesmo cortado, ralado, amassado, ao ser posto na moenda dos dias, ainda assim tem que dar açúcar-poesia

Inciso Um

Poeta também bebe para tornar as pessoas mais interessantes.

Parágrafo quatro

Poeta não viaja. Poeta bebe. E todo Poeta sabe, que o fígado faz mal à bebida.


Artigo Décimo-Sétimo

Poeta terá que ser rueiro como pétala de cristal sacro, frequentador de barzinhos como anjo notívago, freguês de saunas mistas como recolhedor de essências, plantador de trigais amarelos como iluminador de cenários, cevador de canteiros entre casebres de bosquíanos, entre o arado e a estrela, um arauto pós-moderno como declamador de salmos contemporâneos entre extraterrestres.

Parágrafo Único


Poeta rico deverá ainda mais amar o próximo como se a si mesmo, ajudando os fracos e oprimidos, os Sem Terra, Sem Teto, Sem Amor, para então se restar bem-aventurado e poder escrever cânticos sobre a condição humana no livro da vida. Poeta é antena da época. E o neoholocausto do liberalismo globalizador é o câncer que ergue e destrói coisas belas.

Artigo Décimo-Oitavo

A todo Poeta andarilho e peregrino como Cristo, São Francisco ou Gandhi, será dado seu quinhão de afeto, sua porção de Lar, seu travesseiro de pétalas de luz. Quem negar candeia, azeite e abrigo ao Poeta, nunca terá paz por séculos de gerações seguintes abandonadas entre o abismo e a ponte para a Terra do Nunca. Quem abrigar um Poeta, ganhará mais um anjo-da-guarda no coração do clã que então será abençoado até os fins dos tempos.

Parágrafo único
O sábio discute sabedoria com um outro sábio. Com um humilde o sábio aprende.

Artigo Décimo-Nono

Poeta poderá andar vestido como quiser, com chapéus de nuvens, pés de estrelas binárias ou mantras de ninhos de borboletas. Nenhum Poeta será criticado por fazer-se de louco pois os loucos herdarão a terra e são enviados dos deuses. “Deus deve amar os loucos/Criou-os tão poucos...” - Um Poeta poderá também andar nu, pois assim viemos e assim nos moldamos ao barro-olaria de nosso eio-Éden chamado Planeta Água. E a estética para o poeta não significa muito, somente o conteúdo é essência infinital.

Artigo Vigésimo

Poeta gosta de luxo também, mas deve lutar por uma paz social, sabendo a real grandeza bela de ser simples como vôo de pássaro, simples como pouso em hangar fantástico, simples como beira de rio ou vão de cerca de tabuínha verde. Só há pureza no simples.

Artigo Vigésimo-Primeiro

Nenhum Poeta, em tempo algum, por qualquer motivo deverá ser convocado para qualquer batalha, luta ou guerra. Mas poderá fazer revoluções sem violência. Poderá também ser solicitado para ser arauto da paz, enfermeiro de varizes da alma ou envernizador de cicatrizes no coração, oferecendo, confidente, um ombro amigo, um abraço de ternura, um adeus escondido feito recolhedor de aprendizados ou visitador de bençãos, ou ser circunstancialmente um rascunhador clandestino de alguma ridícula carta de suicida.


Artigo Vigésimo-Segundo

Mentira para o Poeta significa cruz certa. Aliás, poeta na verdade nunca mente, só inventa verdades tecnicamente inteiras e filosoficamente sistêmicas...

Artigo Vigésimo-Terceiro

Musa-Vítima do Poeta será enfermeira, psicóloga, amante, mulher-bandeira, berço esplêndido, Santa. Terá que ser acima de todas as convenções formais, pau para toda obra. No amor e na dor, na alegria e na tristeza, até num possível pacto de morte.

Artigo Vigésimo-Quarto

Poeta não paga pensão alimentícia. Ou se está com ele ou contra ele. Filha e sobrevivente de uma relação qualquer, ficarão sob sua guarda direta e imediata. Ex-Mulheres serão para sempre águas passadas que não movem moinhos, como velas ao vento de uma Nau Catarineta qualquer, como exercícios de abstrações entre cismas, ou como aprendizados de dezelos íntimos de quem procura calma para se coçar.


Artigo Vigésimo-Quinto

Revogam-se todas as disposições em contrário
CUMPRA-SE - DIVULGUE-SE
Brasil, Cinzas, Lua Cheia – Do jazz nasce a luz!
Poeta Silas Corrêa Leite, Educador e Jornalista – Membro da UBE-União Brasileira de Escritores
E-mail: poesilas@terra.com.br – site do autor com algumas de suas obras: www.itarare.com.br/silas.htm
Blog premiado do UOL:
www.portas-lapsos.zip.net
O escritor é autor do livro O Homem Que Virou Cerveja, Crônicas Hilárias de Um Poeta Boêmio, Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador, Bahia, no prelo, Giz Editorial
Autor de Campo de Trigo Com Corvos, Editora Design, Contos, Finalista do Prêmio Telecom, Portugal

ESTATUTO DE POETA EM RUSSO
Tradução Oleg Almeida



ХАРТИЯ ПОЭТА

Первый Черновик Наброска Всеобщего, Всеобъемлющего и Неограниченного Проекта

Силас Корреа Лейти

Статья Первая
Каждый Поэт имеет право быть счастлив всегда и более, чем всегда, и даже если этому «всегда» однажды наступит конец.

Статья Вторая
Каждый Поэт сможет делиться своими безумием, страстью и нежностью с тысячами возлюбленных, и для всех у него найдутся одна и та же прелюдия в глазах и парочка крыльев в карманах, а в душе – множество зачарованных кифар, вот только носового платка и документов у него не будет.

Параграф Единственный
Поэту нельзя будет изменить, разве что с тем, чтобы его экс-Муза стала несчастной до конца дней, которые выпадут ей на мясной колоде нашей Планеты Вод.

Статья Третья
Поэту не доведётся страдать от голода, грусти и одиночества, хотя бы потому, что грусть – это личность Поэта, одиночество – его Родина, голод же можно запросто заменить пулей или отравой. Кроме того, Поэт не нуждается в одиночестве, чтобы быть одиноким. Он одинок сам по себе, в силу своей природы, наедине со своими причудами, миротенью и поджигательскими балладами.

Статья Четвёртая
Мать Поэта станет величайшим из земных святилищ в дни его мечты и борьбы с ветряными мельницами, скоморошьих скитаний и лубочных картинок.
Сын же Поэта станет деревцем на ветру, кубочком литургии, разливом реки: он должен будет смириться с Отцом, названным сумасшедшим вследствие тупости простых смертных или же в качестве похвалы пополам с нелегальной завистью.

Статья Пятая
Поэту не стать больше своей страны, но нет для Поэта границ и пределов, коль скоро его штандарт – социальная справедливость, хлеб, манна, вино, молоко и мёд, а также цветы и псалмы в честь тех, что по жизни прошли, словно белые облака. И потом – кому честь, кому лесть, кому яйца несть, кому в лужу сесть – а ведь есть ещё и другие.

Статья Шестая
Каждый Поэт получит краюшку хлеба и кружку пива, и любовницу, и невозможную страсть – и всё это естественно станет ему телесной и моральной опорой в тёмные времена и в эпоху тощих коров, когда мало хлеба, а золота – хоть отбавляй.

Статья Седьмая
Поэта не бросят в тюрьму, поскольку он всегда сможет выжить и защититься и постоять за честь Иностранного Легиона Неприкаянности, солдатом которого является со своими трофеями случившегося и сотворённого, своим прошлым, настоящим, извечным – как летаргия или сны наяву.

Статья Восьмая
Необъятное одиночество космоса всегда будет звать Поэтов.

Статья Девятая
Если Поэт отправится в нежданное путешествие, выпьет ликёр отсутствия или же переселится на солнце, его никогда не удастся оплакать полностью: телу отчаянного бойца не послужат постелью неоновые тюльпаны, рассветные далии, млечные стрелиции, одуванчики. Плакальщицам, друзьям, домочадцам, ангелонавтам и стражникам подадут вино доброго урожая по оптовой цене, вдоволь сдобных булочек, рисовых пирожков и кексов из подсоленной кукурузной муки.

Статья Десятая
Поэту понадобятся лишь радар его глаз, руки чувственного ремесленника, чтобы управиться с творческим, потаённым резцом, благословенная аура и ореол светотени, чтобы рассыпать интимные отблески – как в стихах, так и в прозе – прерогативы, анкеты и отречения.

Статья Одиннадцатая
Поэту дозволено одеваться, как ему заблагорассудится, и бороться с повседневными бедностью и враньём (незаконным обогащением, безнаказанностью богатства) в непрестанном поиске социального мира или же намертво присосавшись к утопии плюрализма общественной справедливости. Кому нравятся революции в кабаке – тот болванистый франт со своим алкогольным всезнайством или засаленный буржуазный псевдоинтеллигент. Поэту по вкусу гуманизм результатов. Ему по душе летать в ночном небе. И борьба продолжается!

Статья Двенадцатая
Поэт может быть Профессором, Токарем, Чернорабочим, Садовником, Кукольником, Ночным Сторожем, Огнеглотателем, Раздатчиком Лис, Кабатчиком или же Соблазнителем Сомневающихся Монашек. Поэт не может быть лишь пристрастным, бесчувственным, заинтересованным и холодным. Поэту причитается лишь сота Творчества. Поэт пишет вкривь и вкось (левша), сочиняет стихотвореньица (уличные и на босу ногу) и тоску-фантастику. Пишет (выкладывается), чтобы не обезуметь... выплеснуть то, что чувствует. Поэт, в конце-то концов, есть «Чувствователь».

Статья Тринадцатая
Если Поэта легкомысленно обвинят в каком-нибудь там преступлении или проступке, его оправдает сомнение. И если Поэт объявит себя невиновным, это будет важнее всех сказанных слов, речь же Поэта – законом и приговором. Взгляды Поэта выше каких бы то ни было подозрений, а сам по себе он – место преступления в своём жизненном путешествии. Однако он может сотрудничать с властью, совершив совершенное преступление. В конце-то концов, лишь слабоумные счастливы.

Параграф Единственный
Поэт не теряет дороги. Проходит её вновь и вновь. Поэт не лжёт. Изобретает несуществующее, выражает немыслимое, доносит на становление. Поэт не умрёт. Дебютирует на небесах.

Статья Четырнадцатая
Поэтам открыты все двери, даже невидимые косым и обычным глазам безымянных смертных, открыты все взоры, все души, все тропы, все языки пламени, все бочки слёз и желаний, все тайны этого и иных измерений в зазеркалье оттенков.

Статья Пятнадцатая
Первый цветок самой первой зари каждого нового дня будет объявлен собственностью Поэта улицы или района или страны, или любого Поэта – засахаренного, точно безумец, отшельник или первопроходец – авангардиста. В случае кораблекрушения или пожара, дорогу беременным и Поэтам!

Статья Шестнадцатая
Не существует Поэта современного, классического, квадратного, математического, словно конвой, либо увечного изнутри, поскольку цветы и реки никогда не родятся точь-в-точь похожими двойниками, поэты же – формальными кирпичами. Поэт не может творить лишь за счёт эстетики, рифмы или же ради ископаемого дохода. Поэзия не для того, чтобы ей торговать: она раздаётся даром. Сдача, сонет, чаевые, хокку, выплаченный кредит, несколько белых стихов, меланхолия-мантра-блюз. И всякое ослепление есть половина пути в Пасаргады.
Поэт всегда одинаков при большем или меньшем грузе страдания и уроков мудрости таковым порождённых, и стало быть, с большей или меньшей нагрузкой прозрения, ясновидения, сенсориальности между эмоциональным и рациональным, в зависимости от багажа пережитого и экзистенциалистской призмы бонвивана. Поэт среди тех, что мыслят, и тех, что думают, будто мыслят. Среди тех, что живут, и тех, что думают, будто живут. Всем даётся дорога из жёлтого кирпича для того, чтоб идти по ней и мало-помалу созреть. Или нет. Каждый поэт – свой собственный ученик в поисках скрытых следов и пишет, чтоб кислородом наполнить душу. В конце-то концов, все они – лишь семена, знающие, что должны стать цветами и фруктами, чтобы вновь и вновь – навсегда – воссоздать вечную весну.
Каждый, кто называет себя Поэтом, им станет или должен будет им стать.

Параграф Первый
Настоящий Поэт не верит в Искусство, которое не равняется Освобождению. Виват, Мануэл Бандейра!

Параграф Второй
Поэт пьёт, потому что жидко. Было бы твёрдо, ел бы.

Параграф Третий
Поэт – как тростинка: даже подрезанный, перетёртый, смолотый мельницей дней, всё равно производит сахар-поэзию.

Вставка Первая
Поэт также пьёт, чтобы люди стали поинтереснее.

Параграф Четвёртый
Поэт не бредит. Поэт выпивает. И каждому Поэту известно, что печень мешает выпивке.

Статья Семнадцатая
Поэту следует быть бродягой, как лепесток священного хрусталя, завсегдатаем баров, как ангел-лунатик, посетителем смешанных саун, как сборщик эссенций, сеятелем жёлтой пшеницы, как осветитель сцены, засевателем клумб меж домишками персонажей Босха, между сохой и звёздами, постсовременным герольдом, как декламатор новейших псалмов среди инопланетян.

Параграф Единственный
Богатый Поэт должен любить ближнего, как себя самого, и даже больше, помогая слабым и угнетённым, Безземельным, Бездомным и Нелюбимым, чтобы остаться навеки блаженным и вписать строфы о человеческом бытии в книгу жизни. Поэт есть антенна эпохи. Новый же Холокост глобализирующего либерализма есть рак, разрушающий красоту.

Статья Восемнадцатая
Каждому Поэту-бродяге и пилигриму, словно Христос, Святой Франциск или Ганди, достанется его частичка ласки, порция Очага и подушка, набитая лепестками света. Тот, кто откажет Поэту в свече, оливковом масле и крове, никогда не найдёт покоя – во веки веков поколений, затерянных между пропастью и мостом в Страну Никогда. Тот же, кто приютит Поэта, заслужит ещё одного ангела-хранителя в сердце клана, что будет благословен до конца времён.

Параграф Единственный
Мудрый спорит о мудрости с другим мудрым. У нищего духом мудрый учится.

Статья Девятнадцатая
Поэт вправе носить ту одежду, которая ему нравится: шляпы из облаков, туфли из двойных звёзд или мантры из гнёздышек мотылька. Поэт не подвергнется критике за то, что притворяется сумасшедшим, поскольку безумные унаследуют землю, будучи посланниками богов. «Бог, должно быть, любит дураков/Так их мало испокон веков...» Поэту также дозволено ходить голым, поскольку так мы сошли с гончарного круга нашего Рая Земного, именуемого Планетой Вод. Эстетика же не значит многого для Поэта – лишь в содержании беспредельная сущность.

Статья Двадцатая
Поэту тоже нравится роскошь, однако ему надлежит бороться за социальный покой, зная о том, что прекрасное и подлинное величие просто, как полёт птицы, как приземление в фантастическом ангаре, как берег реки или дырка в ограде из зелёных досочек. Лишь в простоте – чистота.

Статья Двадцать Первая
Ни одного Поэта, никогда в жизни, ни по какой причине не пошлют в бой, сражение или вообще на войну. Однако он может вершить революции без насилия. Его также могут назначить глашатаем мира, целителем варикозов души, полировщиком сердечных рубцов, наперсником, предлагающим дружеское плечо, ласковое объятие, прощание втихомолку, словно сборщик трудовых навыков или инспектор благословений; при случае, он может исподтишка набросать какую-нибудь смехотворную записку самоубийцы.

Статья Двадцать Вторая
Ложь для Поэта тождественна верной смерти. Впрочем, Поэт никогда не лжёт, лишь придумывает технически полные и философски системные истины...

Статья Двадцать Третья
Муза-Жертва Поэта будет сестрой милосердия, психологом и любовницей, женщиной-знаменем и сияющей колыбелью, Святой. И ей придётся, превыше всех формальных условностей, быть к любой бочке затычкой. В любви и боли, грусти и радости, даже в возможном пакте о смерти.

Статья Двадцать Четвёртая
Поэт на платит алиментов. Кто не с ним, тот против него. Дочь и выжившая после любых отношений находятся под его прямою и непосредственною опекой. Его бывшие жёны останутся навсегда тем, «что было, да сплыло», словно тот самый бумажный кораблик, как упражнения в абстракции между схизмами или уроки глубоко личных штучек для тех, кто ищет приключений на свою голову.

Статья Двадцать Пятая
Все положения, противоречащие вышеизложенному, считаются недействительными.


ПРИНЯТЬ К ИСПОЛНЕНИЮ И РАСПРОСТРАНЕНИЮ

Бразилия, Пепел, Полнолуние – Из джаза родится свет!

Поэт Силас Корреа Лейти, воспитатель и журналист – Член БСП (Бразильского Союза Писателей).

Tradução do português por Oleg Almeida
E-mail:
oleg_almeida@hotmail.com
Site: http://www.olegalmeida.com/

sábado, 12 de junho de 2010

Imprensa Amoral e a Tucanalha do DEMO


Imprensa Golpista, Aliada da Tucanalha

Veja, Estadão, Folha, Rede Globo

E a Quadrilha Tucano-liberal de Corruptos e Ladrões do DEMO


domingo, 30 de maio de 2010

ADUBOS, Poema de Silas Correa Leite





A D U B O S
(Miseris Nobilis)

O homem será, nos esgotos subterrâneos podres
do que restar da Terra destruída, uma espécie
mutante de bisonho animal selvagem, querendo
desesperadamente a pilhagem da radiação para
manter acesa o seu instinto ancestral de sobrevivência


A terra depois do caos será tomada pelos mendigos
A terra fervendo será loteada por milhões de mendigos
Os chamados emergentes informais das ruas
Os excluídos sociais vampirizados pelo neoliberalismo-câncer
A população em situação da rua finalmente
Sitiará condomínios, quartéis, palácios, fazendas improdutivas
E o preço do pedágio será o sacrifício dos incautos
Que serão a lenha e o alimento da turba insana
Para serem o fogo e o silo no mundo podre e frio
Enquanto cidades-naves lançadas a toque de caixa ao espaço
Levarão núcleos de ricos e poderosos para aldeamentos siderais
Como sementes com nódoas da espécie humana
E o cosmos todo então será poluído e predado
Pela decrépita e amoral escória da raça humana
Que quererá sobreviver muito além do mal que fizeram
A si mesmos, ao próximo, à sociedade e à via láctea
Como a barbárie da civilização em um historial que é remorso
Quando milhões de mendigos assumirão
O poder de mando e controle da terra entrevada
Até todos serem finalmente reduzidos a pó
E serem de novo e para sempre os adubos
Talvez de um novo céu
Talvez de uma nova guelra
Como não estava escrito desde a última Atlântida

-0-

Silas Correa Leite
E-mail:
poesilas@terra.com.br
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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Machado de Assis, Um Século Depois da Morte




A Importância de Machado de Assis Um Século depois de Sua Morte


Machado de Assis é o melhor escritor brasileiro de todos os tempos. A qualidade literária, a lucidez fora de série e o talento foram confirmados com o passar dos anos. Ler Machado de Assis é ter orgulho de ser brasileiro. De origem humilde, paulatinamente foi criando o seu magnífico mundo letral espetacular, fundou a Academia de Letras, marcou a arte lítero-cultural brasileiríssima com a sua essência de vida e também com o próprio registro magistral de sua época, de seu tempo, incluindo as agruras sócio-culturais do período. Escrevia como quem punha a alma do Brasil para madurar, dando testemunho de si nos despojos, registrando com sapiência em tantos livros importantes o seu valor, a sua cultura, fazendo com que, cem anos depois, ainda o estejamos estudando, tenhamos orgulho dele, pois nunca mais haverá outro como Machado de Assis, se assim podemos dizer, o Número Um. No Brasil é lido entusiasticamente como nunca, seus textos caem em provas e vestibulares oficiais de renome, jovens universitários de gabarito descobrem e estudam a sua maestria com as palavras, a construção dos quadros narrativos, o estilo todo peculiar e inconfundível. Fora do Brasil é tido como um gênio, a altura dos grandes nomes da literatura mundial, até mesmo muitas vezes sendo cobrado porque não teria sido indicado para o Prêmio Nobel de Literatura. Romances que passam a limpo as mudanças que vivia o Brasil; tons irônicos, enfoques humanitários, sempre recuperando situações nodais, moldando palavras e criticando os contrastes sociais de sua época e outras, império, escravatura, sociedade. Documentou, historiou, decodificou o meio hipócrita e mostrou toda a sua verve e o depuro no oficio do qual era mestre. Técnica narrativa cativadora, surpreendente linguagem e abstração portentosa que fundava ali, a graceza cultural emergente no seu mais alto estilo e qualidade, revelando a tez chão de sua carreira até hoje inquestionável. A importância de Machado de Assis cem anos depois de sua morte é a própria prova de que ele foi muito além de seu tempo, apesar das agruras do que a vida lhe impôs, e que talvez por isso mesmo também em seu caráter fizeram-no forte, valorando sua ética como registro de um povo, de um tempo, de um lugar. Sem ele, a literatura brasileira não seria a mesma. A sua importância até hoje é o testemunho do que ele foi pioneiro na qualidade histórica de sua área, insubstituível e o próprio tempo, como juiz soberano o valora sobremaneira, colocando-o no patamar dos melhores do mundo. Marco histórico, portanto, Machado de Assis tornou-se referencial para autores que o sucederam no ramo literário, criou linhagem qualitativa, fez escola, é comparado e está acima de todos, sendo citado com probidade e garbo, servindo como acervo de pesquisas históricas acadêmicas até, pertinente ao seu momento literal (costumes, figurinos, crendices, visões do império, da escravatura, da abolição, da república), além de dar sustentação para teses sociológicas e ainda ser considerado o fundador do melhor quilate da arte narrativa brasileira. Quando queremos citar um cidadão humilde que brilhantemente venceu na vida com arrojo, o primeiro nome lembrado é Machado de Assis. A sua importância é que seus livros vendem, sua técnica narrativa densa atrai, os seus personagens cativam (como Capitu e Bentinho, por exemplo) e ainda, com profundidade, permite múltiplos entendimentos, fazendo-no um personagem de si mesmo, um mito. portanto.
-0-

Autor: Silas Correa Leite Origem: Itararé-SP
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poesilas@terra.com.br

domingo, 9 de maio de 2010

Poema Para o Dia das Mães Sem Mãe - Silas Correa Leite




POEMA PARA O DIA DAS MÃES SEM MÃE

In Memoriam de Eugênia de Oliveira Correa Leite



“...Quando pouso a cabeça no travesseiro de algodão/E penso em minha mãe que morreu a pouco, eu choro/Eu e minhas lágrimas no escuro de mim mesmo/E as flores molhadas na fronha da cor do céu/Tudo o que batalhei, venci – foi por minha mãe/Descubro isso – e agora que ela enfim morreu/Pergunto se valerá a pena continuar lutando/Se há um sentido na vida com a morte.../Na solidão do quarto de madrugada acordo/E sinto de alguma forma a mãe presente/Então choro escondido de existir assim/Porque sem a mãe viver não faz sentido/De vez em quando parece que um certo anjo/Está no travesseiro e vem falar comigo/Pelo silêncio da fronha ele me consola e ouço/A minha mãe me cantando uma cantiga de ninar...”



Fronha, Poema Do Dia da Mãe, Silas Correa Leite, www.portas-lapsos.zip.net

domingo, 2 de maio de 2010

Bibliotecas - Sem Bibliotecas Não Há Educação Perfeita




Opinião:
SEM BIBLIOTECAS NÃO HÁ EDUCAÇÃO PERFEITA

“Só quem tem fé em si é
capaz de ser fiel aos outros...”
(Erich Fromar)
Para Monteiro Lobato

Nenhum projeto pedagógico é confiável, se no seu contexto - mesmo de interdisciplinaridade - não pensar a inclusão do estatuto da Biblioteca como suporte assistencial-humanista no próprio processo ensino-aprendizagem. Sem Biblioteca não há Educação que se preze. Mestres e Alunos trocam relações-lições. Passa por aí a visão da reciprocidade, a didática salutar, o básico conteúdo importantíssimo, claro, e como instrumentalização direta e imediata, a indispensável Biblioteca enquanto ótimo acervo-sustentação de um objetivo, um propósito, um estágio seqüencial evolutivo, até como retaguarda epistemológica, inclusiva e fundamental também a partir disso. Professor que não utiliza livros (assim mesmo no plural) desconfie. Leituras e releituras como um todo são importantes. Professor que despreza esse espaço-opção não é bom professor. Livro é tão hábil-útil quanto pode ser o giz, um apagador, a lousa, a informática, a história em quadrinhos, o teatro, a banda de rap: livro é tudo. Professor que não facilita a biblioteca (e seu acervo) aos alunos, é, de certa forma, um profissional com precariedade inerente, um professor limitado. E cego de alguma forma, portanto. Se o pior ignorante é o cidadão que sabendo ler não lê, o que dizer de um educador que sabe pensar e não pensa; que deveria criar e não cria, que deve preescrutar horizontes e não saca o óbvio que está na cara? O que dizer de um educador que não planifica uma utilização prático-racional a partir de seu cunho pessoal num projeto aula-biblioteca, no seu curso letivo de aulas, com reviçadas técnicas, letramentos e mesmo enquanto laboratório/oficina de produções, sensibilizações cognitivas, lúdicas e outras pensagens? A biblioteca é a alma de um espaço de saber, de ciência e da produção dela, de produção de conhecimentos e de levantamento de dados importantes. A biblioteca é tudo isso e muito mais. E não é só caminho suave, linguagem, português, aulas vivas, habilidades, letras e literatura que faz o bom uso da biblioteca. Todas as matérias da grade curricular devem necessariamente passar por ela, precioso espaço enquanto habitat primordial de estudos, enquanto palco de encantações para abrir corações e mentes, cursos e coragens, inclusões literárias, bases lítero-culturais, letramentos de tantas aventuras possíveis; de bagagens e mesmo o diáfano reino da fantasia tão cativante em suas maviosas inclinações criativas por abstração e curiosidade. O melhor amigo do aluno - enquanto ser humano e alma cidadã fora do circuito sócio familiar - é o pedagogo. E o melhor amigo dessa relação de troca, de soma e de busca consubstancial, é o livro enquanto chave-mestra de tantos encantários, um mosaico de ninhais e aprendizados, inclusive no aspecto sócio-comunitário e ainda mais no meio empírico-científico. Já pensou? Ler é adorável. Escrever é resultante matriz de primeira. Um livro é uma ferramenta espetacular nesse extraordinário contexto docente-discente todo. Como brincar de ler, como ler para brincar de aprender e sonhar refinamentos íntimos, abstrair com riqueza de imaginação, moldar a sensibilidade, a ternura e a emoção, repaginando idéias a partir daí, pela capa atrativa, pela história especular, pela sonoridade e leveza do texto, pelo final feliz de uma viagem nesse compasso imagético livro a dentro, um sururu de aleluias de palavras, parágrafos, pontos, metáforas, eufemismos, travessões, acentos, maravilhosos achados poéticos e acidentes de percursos gramaticais diferentes que assim seja. Se quem lê vale ouro, imagine o autor criando o inexistente, fabricando idéias, pondo minhocas elétricas na cabeça dos sensíveis alunos procurando rumos novos, pescando horizontes variados, sacando caixinhas de surpresa além do skate, descobrindo mundos além do webpage, palavras novas além do blogue, construções e reforços de estima num feedback muito bem avaliado? Imaginem então o Mestre pondo livros na cabeça dos alunos: Essa é a idéia. É bem por aí mesmo. Professor, mostre a língua. Livro é vida. Um livro é um tesouro. Quem didaticamente aprende junto com a escola cíclica a ter livros e livros como suporte na sala de aula, a partir do trabalho escolar feito em casa, vê a vida diferente, pensa o mito muito além da lenda, numa estimativa além de 360 graus. É a metáfora da viagem. É a matemática do folclore. É a história da feição humana. É a geografia do aparato cênico. É a ciência na produção de conhecimentos, iluminismos e iluminuras. É a linguagem táctil que brota em chão fértil, é a arte que fecunda evoluções futuras, revisitanças imedististas, exemplos salutares, descobertas como incentivos, referenciais como fábulas em visões que partem do micro espaço pueril para abranger altos céus e testemunhos de grandezas precoces. Biblioteca é dez! A biblioteca vale ouro nessa relação contextual. Ler & escrever é referencial de ser e de humanização continuada, reforço e estrutura construidora, pois um bom livro estimula, equilibra, dá um dínamo na capacidade do aluno, faculta novos desafios e acena viagens interiores de sonhos e prazeiranças. Que o colega professor dê livros de reforço; cobre resumos de histórias lidas em grupo e em alto e bom tom; faça a prova dos noves em criatividades vernaculares, em toda matéria enseje leituras, redações críticas, produções de textos, estudos reflexivos, sempre a partir de um livro, de preferência um bom livro para cada idade e em seu tempo serial. Uma boa história de sucesso na educação enquanto estimulo para a categoria em resultantes sociais, passa pelo menos pela dinamização do uso inteligente da biblioteca. Alunos são livros também. Vamos abrir essas páginas de rosto?

Já dizia o poeta “Bendito o que semeia/Livros a mão cheia”. É por aí. Use e abuse da biblioteca.

Faça dela a sua melhor amiga. Sem biblioteca não há educação que preste. Livros, revistas, gibis, jornais, imagens e palavras, desenhos, pôsteres e enfeitações. Tudo a ler. Tudo a ser? Seja esse bendito Anchieta no limiar do século trinta, abrindo leques de opões em elencos clássico de literatura para abrir sensibilidades desses alunos-livros. Afinal, se dizem que cada alma é um livro aberto, vamos fazer a "Teoria da Biblioteca na Educação" ser cem por cento positiva, dinâmica e funcional. Era uma vez uma idéia.
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Poeta Prof. Silas Corrêa Leite – Estância Boêmia de Itararé-SP
E-mail: poesilas@terra.com.br
Prêmio Lígia Fagundes Para Professor Escritor, CRE-Centro de Referência em Educação Mário Covas – relator da ONG Transparência nas Políticas Públicas
Teórico da Educação, Jornalista Comunitário e Escritor Premiado
Autor de Porta-Lapsos, Poemas, 2005
Site pessoal: www.itarare.com.br/silas.htm