quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Canta a Tua Aldeia e Serás Eterno (León Tolstói)

Maestro Biglia, Regendo o Premiado Coral Santa Cecilia, no Centro Cultural de Itararé

Hino do Município de Itararé

Letra por Dorothy J. Moretti
Música: Gerson Gorsky Damasceno



Itararé das campinas e mil recantos amados,
Das verdejantes colinas e vales ondulados.
Das araucárias e pinus envolvidos na fragrância
Os ventos te cantam hinos, terra de nossa infância.
E do rio verde e caiçara, da gruta das andorinhas
Quem dera eu te alcançara, nesta trilha que caminhas!
Das araucárias e pinus envolvidos na fragrância
Os ventos te cantam hinos, terra de nossa infância.
De tua gente expansiva, brilhantes realizações
Te trazem sempre mais viva, junto aos nossos corações.
Das araucárias e pinus envolvidos na fragrância
Os ventos te cantam hinos, terra de nossa infância.

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Santa Itararé das Letras, Amai Para Entendê-la

Santa Itararé das Letras, Bonita Pela Própria Natureza, Quando a Gente Ama é Claro Que a Gente Cuida - Sempre Haverá Itararé

Irmãs Pagãs, Elvira Pagã e Rosina Pagã, de Itararé-SP




Irmãs Pagãs, de Itararé-SP, Cidade Poema, Estância Boêmia



Irmãs Pagãs - Dupla vocal formada pelas irmãs Rosina Pagã (Rosina Cozzolino), Itararé, SP - 1919 e Elvira Pagã (Elvira Cozzolino) Itararé, SP - 1920 - Rio de Janeiro, RJ - 8/5/2003.


As irmãs Cozzolino ainda na infância transferiram-se com a família para o Rio de Janeiro, onde passaram a estudar no colégio Imaculada Conceição, situado em Botafogo. Organizavam e participavam de muitas festas e, por intermédio de integrantes do
Bando da Lua, passaram a conhecer alguns artistas da época.

Em 1935, apresentaram-se com os
Anjos do Inferno na inauguração do Cine Ipanema, ocasião em que foram apresentadas por Heitor Beltrão como as Irmãs Pagãs. Foram levadas para a Rádio Mayrink Veiga pelo radialista César Ladeira, fazendo grande sucesso na década de 1930.

Em seu primeiro disco na Odeon, gravaram as marchas Não foi assim, de
Antenógenes Silva e Osvaldo Santiago, e O carnaval é rei, também de Antenógenes em parceria com Ernâni Campos. Nesse mesmo ano, mais dois discos, dos quais se destaca a marcha Não beba tanto assim, de Geraldo Décourt, apresentada pela dupla no filme Alô, alô, carnaval, de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro.

Em 1936, participaram do filme Cidade mulher, de Humberto Porto, onde apresentaram a música título (de
Noel Rosa), cantando com Orlando Silva. Em 1937, gravaram sambas de Assis Valente, dentre os quais Se você me deixar, Oba oba, Tristeza e O samba acabou. Foram contratadas pela Rádio Nacional e, neste período, excursionaram por quatro meses pela Argentina, Peru e Chile.

Em 1938, passaram a gravar na Columbia, destacando-se o grande sucesso carnavalesco Eu não te dou a chupeta, de
Silvino Neto e Plínio Bretas. Dentre os êxitos da dupla estão os sambas Nobreza, de Assis Valente, e a marcha Água mole em pedra dura, de Sátiro de Melo e Manuel Moreira, sucesso de 1940.

Com o casamento de Elvira, a dupla chegou ao fim, deixando um total de 13 discos gravados. Rosina seguiu carreira solo, tendo gravado mais 11 discos até 1946, entre eles a versão Chiu... chiu... (N. Molinari e Oswaldo Santiago) e participado de vários filmes como atriz. Ainda nesse ano, seguiu turnê em Cuba, EUA e México, cidade onde se casou e passou a residir.


Elvira Pagã seguiu carreira como estrela do
teatro de revista, tendo gravado mais de dez discos entre os anos de 1944 e 1953, tendo destque o samba Na feira do cais dourado (Nelson Teixeira e Nelson Trigueiro). Alcançou grande notoriedade, sobretudo por sua atuação como vedete, sendo considerada uma das mais belas mulheres de sua época - os anos 40, 50 e até começo dos 60.

A partir dos anos 70, Elvira começou a pintar, passando logo depois a realizar temas esotéricos em seus trabalhos. Em meados dos anos 1990, demonstrando grande instabilidade de comportamento, ao alterar momentos de euforia com rasgos de ira, recusou-se terminantemente a fazer depoimento para o Museu da Inglaterra. Em 1979 Elvira Pagã foi homenageada com um rock da cantora Rita Lee.

Conto de Silas Correa Leite na TV Cultura




Cego - Conto de Silas Corrêa Leite



Ouça (TV Cultura, Programa Provocações, Antonio Abujamra): [ 56kb ] necessário Windows Media
(Interpretação livre de Antônio Abujamra)


Cego de nascença, aprendeu a ler no escuro. Desde pequeno, os livros lhe eram abertos, os toques lhe fundavam janelas, os sons lhe eram caminhos de pedra.Um dia, achou um doador de córnea e pensou que os recursos adquiridos poderiam lhe render a visão total.Não aceitou ser operado por conta do governo, nem enxergar no claro. Ficou com medo de se olhar no espelho das pessoas e ter medo da escuridão que havia nelas.

Sobre o(a) autor(a):

Site pessoal de Silas Corrêa Leite, de Itararé-SP:


Conto apresentado no programa 202

Hino do Municipio de Itararé





Hino do município de Itararé

Letra por Dorothy J. Moretti e Gérson G. DamascenoMelodia por ?



Itararé das campinas e mil recantos amados,
Das verdejantes colinas e vales ondulados.

Das araucárias e pinus envolvidos na fragrância
Os ventos te cantam hinos, terra de nossa infância.

E do rio verde e caiçara, da gruta das andorinhas
Quem dera eu te alcançara, nesta trilha que caminhas!

Das araucárias e pinus envolvidos na fragrância
Os ventos te cantam hinos, terra de nossa infância.

De tua gente expansiva, brilhantes realizações
Te trazem sempre mais viva, junto aos nossos corações.

Das araucárias e pinus envolvidos na fragrância
Os ventos te cantam hinos, terra de nossa infância.

Boêmios da Estância Boêmia de Itararé


Armando Merege, Artista Plástico de Itararé


ARMANDO MEREGE, ARTISTA PLÁSTICO DE ITARARÉ



Armando Merege de Oliveira, filho único de Armando Gasparetto de Oliveira e de Vera Marize Merege de Oliveira, nasceu em Itararé, São Paulo, em 28 de junho de 1958.


Em 1963 sua família mudou-se para Curitiba e já nessa época ele gostava de fazer desenhos.
“Desenhar foi algo que sempre gostei; desde aproximadamente os seis anos de idade já adorava ganhar materiais de desenho e pintura”.
Na adolescência conheceu Nelson Padrella (1938), um dos grandes artistas paranaenses, que morava próximo à sua casa e que exerceu grande influência na vida do jovem Armando.
“Eu ficava fascinado com sua atividade e quase sempre ficava espiando do peitoril de sua janela. Aquele cheiro das tintas me deixava super atraído por aquilo tudo. Algumas vezes ele me deixava entrar e participar em um ou outro trabalho que fazia”.
Merege inicia a sua trajetória artística por volta de 1976, durante o seu curso de Arquitetura, quando participou e foi premiado no XX Salão de Artes para Novos, promovido pela Secretaria da Educação e Cultura do Paraná. Também recebeu prêmios em 1980, no Salão Universitário do Cartum, em 1983, na 5ª Mostra do Desenho Brasileiro e em 1988, na quarta edição do Curitiba Arte, quando ganhou uma Viagem a Paris.
É possível que essa viagem tenha contribuído de forma decisiva para que o artista tomasse uma importante decisão na sua vida, trocar uma carreira bem sucedida de arquiteto pela vida difícil mas ao mesmo tempo apaixonante de artista plástico. Paris sempre foi e sempre será a cidade onde a arte está presente em todos os lugares. As visitas aos museus, às galerias e aos locais freqüentados pelos artistas, fascinaram o jovem arquiteto. Além disso, o fato de ter sido selecionado, nesse mesmo ano, para participar do 44º Salão Paranaense, o mais importante salão de artes plásticas do Paraná, deve ter influenciado nessa decisão.
Depois de 10 anos de grande sucesso como arquiteto, Merege fecha o seu escritório de arquitetura, encerra os compromissos pendentes e passa a se dedicar inteiramente à pintura, ao desenho e à construção de objetos. E foi com muita dedicação e muito trabalho, participando de inúmeras exposições coletivas e individuais, que Merege se credenciou para assumir um lugar de destaque entre os mais importantes artistas contemporâneos do Paraná.
Sem estar ligado a nenhum grupo, como era comum entre os jovens artistas nas ultimas décadas do século XX, na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil, Merege sempre preferiu desenvolver um trabalho individual e independente baseado na investigação de materiais, pesquisando texturas, possibilidades de associações e resultados possíveis como meio expressivo, sem abandonar, contudo, uma atitude estrutural organizada, resquícios da sua formação de arquiteto.
Embora a sua obra esteja marcada por uma absoluta liberdade criativa, a intenção construtiva não fica totalmente excluída, fazendo com que essa sábia combinação de valoração da matéria e de uma rígida disciplina na composição, se tornassem a marca característica de todo seu trabalho artístico. Utilizando sempre novos recursos e diferentes procedimentos em busca de soluções inusitadas, o artista incorpora materiais não convencionais como areia, pó de ferro e pó de mármore à tinta acrílica e, às suas colagens insere fragmentos de madeira, bambu, galhos, folhas secas, papelão, argila e pixe, quase sempre usando um suporte convencional como o papelão, a tela ou eucatex.
Em muitas das suas obras, as camadas densas de tintas recebem interferência de grafismos que estão a meio caminho entre o delicado e o agressivo, entre a figura e a abstração, o que pode ser entendido como uma espécie de homenagem aos seus artistas preferidos, Antoni Tàpies (Barcelona, 1923) e Jean-Michel Basquiat (New York, 1960 - 1988). Nesse conflito entre a forma definida e o gestual livre, o artista se detém na criação de sutis qualidades de luz e de texturas.
Sua gama cromática oscila entre uma tendência à monocromia e a um colorido neutro com predominância de ocres, negros, brancos e cinzas e com a inclusão de elementos em cores muito vivas como o vermelho, azul e o amarelo. Uma série de signos e imagens, que pertencem ao universo simbólico e interior do artista, dotados de peculiar significação, aparecem em suas obras com uma clara alusão à ecologia, às sociedades primitivas e aos signos antropológicos.
A combinação do legado matérico do Informalismo com a figuração, isenta de valor discursivo ou semântico explicito, coloca as obras do artista numa zona tênue entre a figuração e a abstração, limite esse que se torna muito difuso nos trabalhos dos artistas contemporâneos, especialmente a partir da década de 90.
As várias possibilidades de diálogo que se permite entre a obra de Merege e o observador possibilitam um tipo de contemplação criativa, onde a cada novo olhar se tem um novo quadro, fazendo com que a obra permaneça sempre contemporânea e atual.
As obras de Armando Merege revelam-no como um alquimista capaz de descobrir a natureza dos materiais, transformar as substâncias e dar significado à vida.


(Maria Cecília Noronha)